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EVANESCENCE VOLTA COM UM VÍDEO CALEIDOSCÓPICO E EMOCIONAL: "IMPERFECTION"

O grupo liderado por Amy Lee chega no próximo mês com sua nova produção, intitulada "Synthesis".
Depois que Amy Lee aventurou-se com um álbum solo para crianças e nos apresentou alguns meses atrás, uma música (Speak To Me) que ela compôs para a trilha sonora do filme Voice from the Stone. O grupo lançará um novo álbum chamado Synthesis em novembro, que incluirá duas novas faixas e novas versões de suas faixas clássicas pelo produtor Will Hunt e compositor David Campbell, que as reformulou para serem realizadas com uma orquestra sinfônica.

Imperfection é uma das duas novas faixas da banda de músicas recém-escritas, e de acordo com Lee, é a música mais importante do novo álbum. A letra foi escrita na perspectiva de alguém que foi "deixado para trás" depois de um suicídio ou perda.

"Estou cantado da perspectiva da pessoa deixada para trás, a pessoa na sala de espera. É um pedido para você lutar pela sua vida, ficar. Não ceda ao medo - eu tenho que falar isso para mim mesma todos os dias. Ninguém é perfeito. Nós somos todos imperfeitos, e precisamente são essas imperfeições que nos fazem quem nós somos, e temos que aceitá-las porque há muito beleza nessas diferenças.Vale a pena lutar pela vida. Você vale a pena. "

A banda estreou o vídeo do tema, que joga com elementos eletrônicos e falhas que combinam com um baixo intenso na produção mais pop da banda até o momento. No clipe, vemos uma garota que perde alguém próximo dela por causa de um suicídio e, em seguida, o clipe se torna um caleidoscópio de fumaça, tintas e cores com Amy Lee cantando para aquela pessoa que deixou de não desistir..


O álbum Synthesis do Evanescence sera lançado oficialmente no dia 10 de novembro. Aproveite o vídeo Imperfection abaixo:


Tradução:Deusas do Rock

Evanescence: Assista o clipe emocionante do single 'Imperfection'

Em entrevista para a revista NME, a vocalista Amy Lee falou sobre "Imperfection". "Para mim, esta é a canção mais importante do álbum (...) ela é para todas as pessoas que perdemos, todas as pessoas que podemos perder, sobre o suicídio e depressão".

A vocalista ainda explicou com mais detalhes a letra da nova música:

"Estou cantado da perspectiva da pessoa deixada para trás, a pessoa na sala de espera. É um pedido para você lutar pela sua vida, ficar. Não ceda ao medo - eu tenho que falar isso para mim mesma todos os dias. Ninguém é perfeito. Nós somos todos imperfeitos, e precisamente são essas imperfeições que nos fazem quem nós somos, e temos que aceitá-las porque há muito beleza nessas diferenças".

Amy finaliza mandando um recado para todas as pessoas que enfrentam ou já enfrentaram esse tipo de dificuldade: "Vale a pena lutar pela vida. Vale a pena, lutar para você".



Imperfeição

Quanto mais você tenta lutar
Quanto mais você tenta esconder
Mais infectado, rejeitado, você se sente sozinho por dentro
Você sabe que não pode negar
O mundo está um pouco mais fodido a cada dia

Eu vou salvá-lo disso
Juntos, vamos superar
Apenas não ceda ao medo
Tantas coisas que eu teria dito se eu soubesse
Que nunca mais te veria

Quero te erguer para a luz que você merece
Quero pegar sua dor para mim, para que você não sofra

Não se atreva a se render
Não me deixe aqui sem você
Porque eu nunca poderia
Substituir a sua perfeita imperfeição

O jeito que você nos olha
Sua compostura falsa
Empurrando de novo e de novo e afundando-se mais e mais
O mundo está em seus ombros
Você realmente sabe o peso das palavras que diz?

Você quer um pouco disso
Você simplesmente não pode deixá-lo
Você tem um ego para alimentar
É tarde demais para superá-lo
Não olhe agora, mas a garotinha tem uma granada

Eu vou te erguer para luz que você merece
Vou trazê-lo para o mundo real, para que você possa assisti-lo queimar

Não se atreva a se render
Não me deixe aqui sem você
Porque eu nunca poderia
Substituir a sua perfeita imperfeição

Nós permanecemos indefinidos
Não podemos ser desenhados com uma linha reta
Este não será o nosso fim
Estamos vivos, estamos vivos

Não se atreva a se render
Não me deixe aqui sem você
Porque eu nunca poderia
Substituir a sua perfeita imperfeição

Não se atreva a se render
Ainda estou aqui ao seu lado
E eu nunca poderia
Substituir a sua perfeita imperfeição

Metal Brasileiro: Vos apresento Morpheu's Dreams


Que o Brasil é um país repleto de tesouros e preciosidades musicais, não temos dúvidas! Mas ainda assim, ficamos extremamente chocados quando nos deparamos com um trabalho de uma qualidade que nem de longe estamos acostumados a ouvir. 
Em tempos de sexualização e poluição sonora, encontramos a paz serena e plena em um som que nos transporta a algo totalmente novo. Ouso dizer que em 28 anos de vida e alguns bons anos de experiência musical, nunca ouvi nada parecido com o que a Morpheu's Dreams trás para o cenário metal nacional e consequentemente internacional. 
(Em breve estaremos trazendo uma entrevista com o Christian, contando tudo sobre o álbum What Dreams May Come?”).
Esqueçam os rótulos e entre na maravilhosa terra dos "Sonhos de Morpheu'. Apertem os cintos, e aproveitem a viagem.

Release
Formada originalmente em 1998, é uma banda paulista. Lançou em 2011 o single “Trismegistus”, e, em 2012, o single da música “Lobo-Guará”. Em 31 de Março de 2017 lançam o debut álbum “What Dreams May Come?”.
Influenciada por sonhos, misticismo e também pelas estórias de Neil Gaiman, a banda Morpheus’ Dreams desenvolveu-se com a intenção de trazer uma proposta musical diferente: a fusão entre elementos étnicos e o Heavy Metal. Letras e músicas combinam-se com os elementos linguísticos e musicais das mais diversas culturas, criando um ambiente rico, denso e onírico. Do Flamenco ao Tango, da música brasileira à Árabe, de toda cultura que abraça o mundo, e se entrelaça a riffs marcantes e baterias velozes. Esta é Morpheus’ Dreams, pesada como o Metal, e profunda como um sonho, lugar de onde veio o nome.

What Dreams May Come?
A distribuição do referido trabalho será conduzida pela Voice Music, que englobará tanto as lojas especializadas, quanto MegaStores. Enquanto que a sua versão digital, foi distribuída mundialmente através da CD-Baby. Todo o conceito gráfico foi desenvolvido pelo designer Carlos Fides, que já realizou trabalhos similares para bandas como Almah, Evergrey, Noturnall, entre outras.

>>>>>Baixe a letra de todas as músicas AQUI.<<<<<


Track List:

01. Emeraldine
02. Trismegistus
03. D’arc (The Unburned Heart)
04. Lobo-Guará
05. Shakespeare’s Secret Garden
06. Star of Sophia
07. Ribat da Arrifana
08. The Daughter of The Owls
09. Dream Awake
10. Sob o Sol
11. What Dreams May Come?


O álbum ainda contou com vocais de peso na cena underground brasileira: Fernanda Hay (OverAlive) e Juliana Rossi, respectivamente: 



Baixe o Spotify e ouça diretamente do seu smartphone

Christian Buchhaas – guitarra/violão/backing vocal

Formação Atual
Christian Buchhaas – guitarra/violão/backing vocal
Paulo Alonso – guitarra

Cast convidado para a gravação do álbum:
Produtor: Marco Nunes
Músicos: Marcell Cardoso (Bateria), Bruno Ladislau (Baixo), Dio Lima (Acordeon e Teclado), Fernanda Hay (Voz), Juliana Rossi (Backing Vocal e Voz) e Alírio Netto (Voz). Também participaram: Ricardo Vignini (Viola Caipira), Alexey Kurkdjian (Violino) e André Zangari (Hurdy Gurdy).

Links


Fotos e Release: Material pessoal da banda, Christian Buchhaas.
Materia e Edição: Sara Ribeiro

Pitty sobre a Cura Gay: "O problema é o preconceito"

A presença de Pitty na atual temporada do programa “Saia Justa”, do GNT, é sempre algo a ser pontuado. No programa da última quarta-feira (20), o tema não podia ter sido outro: a decisão da Justiça Federal liberar psicólogos a tratarem a homossexualidade como doença. Nesta quinta (21) um trecho da fala da cantora levou o debate também para as redes sociais do canal.
Assista:

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EPICA: Simone Simons canta "Storm The Sorrow" com Cristina Scabbia!

A cantora do LACUNA COIL, Cristina Scabbia, se juntou ao EPICA no palco da  ultima sexta-feira, dia 15 de setembro, no The Novo in Los Angeles, Califórnia, para interpretar a música da banda sinfônica holandesa "Storm The Sorrow". Veja abaixo a filmagem feita por um fã.
 

Pitty usa brincos “Fora, Temer” e ganha elogios dos internautas

O GNT exibiu nessa quarta-feira (20) mais um episódio do programa Saia Justa. Na ocasião, Pitty, uma das apresentadoras da atração, surgiu com brincos “Fora, Temer” completando o visual.
Por conta do adereço, Pitty ganhou elogios dos internautas nas redes sociais. “Pessoa com atitude é outra coisa!”, comentou um usuário do Twitter. “Primeiramente, amei o seu brinco (risos)”, escreveu outro, fazendo referência ao bordão “Primeiramente, Fora, Temer!”.


Fonte
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Batizada como a vocalista do Evanescence: Conheça a menina embaixadora do Teletón 2017

Amylee, de 6 anos, foi diagnosticada com paralisia cerebral, mas sua força e simpatia a tornaram a representante da cruzada solidária.
Com Don Francisco, a presidente Michelle Bachelet, os rostos da televisão chilena e o hino "El abrazo de todos" cantado por Rigeo, o Teletón 2017 iniciou uma nova campanha que irá concluir no dia  1 e 2 de dezembro com as memoráveis "27 horas de amor ".

Além disso, a organização aproveitou a apresentação da Embaixadora Chamada como uma espécie de "evolução" daqueles que anteriormente se tornaram conhecidos como "Símbolo infantil" - que este ano será realizado por Amylee Oliva de 6 anos.

Um nome que mostra o fanatismo de sua mãe Nataly pela líder da banda de rock Evanescence.

"Quando eu era mais nova, eu gostava da música do Evanescence e de sua vocalista e eu decidi que quando eu tivesse uma filha, eu a chamaria como ela, eu gosto de quando a chamam porque é um nome único e especial. Todos podem se lembrar disso ",disse a mãe da menina.

A menina foi diagnosticada com paralisia cerebral e a 4 meses chegou ao Teletón, mas sua força e simpatia a tornaram a ser a representante mais recente da cruzada solidária.

Amylee Florencia Oliva Irarrázabal vive em Valparaiso, junto com seu irmão Zyhu e seus pais. Ele, Gustavo Oliva, é um motorista de caminhão da empresa Carozzi, enquanto Nataly é estudante do 4º ano de Trabalho Social no Instituto Inacap.

"Durante 2 meses, foi Amylee quem nos pediu para ser a embaixadora do Teletón e nós a apoiamos e estamos felizes por ela, pois ela representará todas as crianças do Teletón. Como família estamos orgulhosos disso e o que mais queremos é que o Teletón atinja seu objetivo ", concluiu Nataly Irarrázabal.

Fonte Original

Evanescence: Banda anuncia álbum e turnê

A banda Evanescence, que vem trabalhando em seu novo álbum "Synthesis", divulgou que a produção está nos estágios finais e será lançada no outono norte-americano, período equivalente à primavera do Brasil. 
Conforme explicado pela banda em maio, o nome "Synthesis" foi dado ao álbum "porque é uma verdadeira síntese - a combinação, o contraste, a sinergia entre o orgânico e o sintético, e também entre o passado e o presente."
"Synthesis" também será composto de uma orquestra completa e um mundo sintético de batidas e sons, recriando canções antigas com tempos diferentes, com introduções e desenvolvimentos novos, além de duas composições originais inéditas.
No vídeo divulgado, Amy Lee também anunciou que a banda vai dar início à sua turnê pelos Estados Unidos e Canadá. Esta será a primeira vez que o Evanescence fará uma turnê acompanhado de uma orquestra completa, para que os fãs tenham, ao vivo, a mesma experiência do som produzido no estúdio.
Bring Me To Life, primeiro single do álbum será lançado dia 18/08/2017!

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Na Pele: Ouça a parceria incrível de Pitty com Elza Soares!

Há alguns anos a cantora Pitty escreveu uma música chamada “Na Pele” e sentiu que ela não pertencia ao disco em que vinha trabalhando, e a deixou para uma ocasião especial.

Tempos depois ela teve a oportunidade de mostrar a canção para a sensacional Elza Soares e surgiu a oportunidade para que as duas gravassem a faixa juntas.

O resultado foi lançado hoje, dia 04, e você pode ouvir logo abaixo.



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Conheça a banda Dixie Heaven!

             Força, Energia e Paixão pelo heavy metal é a melhor definição para a Dixie Heaven!
Com seu album de estréia "Riding the Thunder" a DH surge como uma banda promissora no cenário underground brasileiro. Com pegadas de heavy metal tradicional e power metal, sincronia nas guitarras, baixo e bateria com bastante peso e a voz marcante de Villu Castelo um dos mais poderosos, intensos e melódicos vocais femininos!

Com um carisma quase sobrenatural, show após show a DH vem deixando os fãs totalmente encantados com um desempenho altamente vigoroso!

Contato:

Conheça a banda americana Edge Of Paradise!

Edge Of Paradise é uma banda americana de hard rock / heavy metal que se formou em Los Angeles, Califórnia em 2011. A banda atualmente é composta por Margarita Monet (vocalista / pianista principal), Dave Bates (guitarrista), John Chominsky (percussionista) e Nick Ericson (baixista). A banda é conhecida por suas guitarras pesadas complementadas por influências sinfônicas e clássicas, bem como a grande faixa vocal de Monet. Em 2012, Monet apareceu nas "Top 25 Women in Hard Rock and Metal" da Metalholic.


Contato:
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Sorteio: KIT oficial do Evanescence!

O Deusas do Rock está com uma parceria muito legal com a Highlight Sounds.
A Highlight Sounds é a empresa responsável pela produção e vendas dos produtos de merchandise oficial de diversas bandas e cantoras no Brasil! Algumas delas são: Evanescence, Epica, Tarja Turunen, The Pretty Reckless, entre outros... Para conhecer mais acesse: https://hsmerch.com/
A HS cedeu alguns kits de brindes para o Deusas do Rock, hoje vamos sortear da banda: Evanescence. O kit contém: Pack de botton, adesivo, par de meia, camiseta e regata!
Clique e participe!
Para participar do sorteio você deve seguir as seguintes REGRAS:
1) Seguir o @deusasrock no instagram.
2) Seguir a @highlightsounds no instagram;
3)Dar um like na foto oficial;
4) Marcar 3 amigos nos comentários da foto oficial;
5) Esperar e garantir seu kit!

ATENÇÃO:

*Não é válido marcar pessoas que estão participando da promoção, perfis fakes, de famosos ou usados apenas para participar de promoções (Iremos verificar todos os perfis marcados, além das regras citadas acima);

**Você pode comentar quantas vezes quiser, apenas marcando 3 amigos diferentes por comentário;

***Envio do Kit apenas para território nacional!!

****A promoção será válida até dia 29/07/2017

O sorteio será realizado no dia 31/07/2017.

O sorteio será realizado no https://sorteiogram.com/

Fique ligado!

Boa sorte e VALENDO

Pitty: Ser mulher é sempre uma luta dupla!

Depois de um ano e meio em recesso por conta da gravidez e dos cuidados com a pequena Madalena, Pitty, 39, voltou aos palcos em junho deste ano no festival João Rock, em São Paulo, como única mulher no line-up. Em março já havia retornado às telas como apresentadora do programa Saia Justa, do canal fechado GNT. Ainda em ritmo lento, reorganizando a carreira, ela veio duas vezes a Salvador neste mês como parte de uma agenda especial de apresentações que planejou para 2017. No dia 10, esteve no Teatro Castro Alves como convidada do projeto Mulher com a Palavra, que discute empoderamento feminino. “Fico feliz por poder dialogar, debater, questionar, refletir junto com as pessoas. Isso não é ‘bondade’, é obrigação social de qualquer cidadão que deseja viver num ambiente mais justo”. A primeira convidada do evento foi outro ícone feminista, a cantora Elza Soares, com quem Pitty gravou uma faixa que será lançada ainda este mês. No dia 30, fará uma apresentação na Concha Acústica do TCA, para além da turnê do álbum Sete Vidas. “A relação com esse palco é totalmente emocional. Quando penso em tocar na Concha até hoje vem o frisson da adolescência, das primeiras vezes que eu pisei ali no Garage Rock e de como isso era importante”. Nesta entrevista, feita por e-mail, ela falou também sobre movimentos feministas radicais, a relação com os fãs e política.



Em recente entrevista concedida a Mônica Bérgamo, da Folha de S.Paulo, você falou sobre as dificuldades enfrentadas pela mulher durante o puerpério. Como está sendo conciliar a volta da carreira e os cuidados com Madalena?

Agora estou começando a me reorganizar. Tudo tem seu tempo, e, nesse caso, meu processo foi bem longo; fiz questão de me dedicar exclusivamente a ela nesse primeiro momento, e só depois de nove meses é que vejo as coisas começarem a se ajeitar. Voltei a trabalhar aos poucos, arrumei uma pessoa massa e de confiança para me ajudar a tomar conta dela.


Na sua volta aos palcos no João Rock 2017 você foi a única voz feminina do festival. Esse é um dos indícios de que o rock ainda é uma arena dominada por homens, o que implica maior número de referências masculinas. Quais referências femininas estão refletidas no seu trabalho?

Durante muito tempo minhas referências eram majoritariamente masculinas, muito por isso que você citou. O que também era um incentivo no sentido do pioneirismo, do quebrar barreiras. Esse desafio sempre me atrai. Com o tempo fui observando e encontrando as referências femininas e, depois, passei a valorizá-las e a fazer questão de mostrar isso para outras meninas que porventura venham a querer ter banda. Simone de Beauvoir, Florbela Espanca, Hilda Hilst, Carolina de Jesus, Elis Regina, Rita Lee, Madonna, Nina Simone, Tina Turner, Sofia Coppola, Kate Moss, Alison Mosshart... dá para citar uma lista boa de mulheres maravilhosas que me fazem querer fazer arte.

O show na Concha Acústica do TCA, no dia 30 deste mês, é um dos especiais que está preparando este ano, independentemente da turnê do álbum Sete Vidas. Qual a sua relação com esse palco e como espera que seja o retorno?

A relação com esse palco é totalmente emocional. Quando penso em tocar na Concha até hoje vem o frisson da adolescência, das primeiras vezes que pisei ali no Garage Rock e de como isso era importante. Aquele palco era só para bandas que eu admirava, tinha assistido tanta gente ali e de repente eu estava naquele palco. Era, e continua sendo, uma conquista. Tenho muitas histórias com a Concha... já entrei muito de penetra porque não tinha dinheiro para o ingresso! Já caí naquele fosso numa roda de povo bem boa mesmo. Uma vez, acho que foi Garage, levei meu irmão novinho, com uns 10 anos, e botei ele no meio do povo com um amigo meu tomando conta enquanto eu tocava. Ou seja, já deu pra sacar que pisar naquele chão vai estar carregado de significados, de amores, de dores, de emoção.


Apesar de morar fora de Salvador há 14 anos, ainda acompanha a produção musical soteropolitana? Como vê o cenário do rock, especificamente?

Ultimamente não tenho tido muita notícia, mas é porque também com esse lance da gravidez, de repouso, etc., eu não tenho visto é nada de canto nenhum (risos). Foi um período onde nem notícia de jornal eu conseguia ler! E ainda estou abrindo espaço para isso porque gosto de estar ligada no que está rolando, principalmente aí. Acho que não é tão novo assim, mas me amarro em BaianaSystem.


Suas composições sempre foram inspiradas em momentos pessoais da sua vida. No último álbum, Sete Vidas, isto é bem evidenciado, com músicas que retratam uma internação hospitalar e a morte do seu ex-guitarrista Peu, por exemplo. De que forma a maternidade tem influenciado seu trabalho?

Ainda nem cheguei a esse momento. A vida está me atropelando de tal forma que nem tenho tempo para escrever, refletir. Acho que esse momento vai rolar mais pra frente, quando a parte prática estiver mais ajeitada, sabe? Agora estou focada em trabalhar, em retomar essa parte de mim que ficou tanto tempo parada.


Em abril, você gravou Na Pele, de sua autoria, com Elza Soares. Como foi a parceria com ela, que também é um ícone feminista no Brasil?

Foi incrível, um sonho realizado. A admiração que tenho por essa mulher nem cabe nessas linhas. Tinha escrito a música e mostrei a ela, para usar como quisesse. Ela quis gravar comigo, imagine! Foi melhor que a encomenda...


Você veio para Salvador como convidada do projeto Mulher com a Palavra, que propõe uma discussão sobre empoderamento feminino, no dia 10 de julho. A convidada da primeira edição foi justamente Elza. Qual a responsabilidade de ter sua voz amplamente repercutida?

Fico feliz de poder dialogar, debater, questionar, refletir junto com as pessoas. É assim que a gente cresce enquanto sociedade, através desse embate, exposição de ideias e sentimentos. E, mais do que nunca, precisamos falar sobre a questão das mulheres, das negras, das gays, das trans, das em maior situação de vulnerabilidade. Isso não é “bondade”, é obrigação social de qualquer cidadão que deseja viver num ambiente mais justo.


Você já se posicionou publicamente em momentos de crise na política. Em 2015, por exemplo, fez um show na Escola Estadual Gavião Peixoto, em Perus, São Paulo, que estava ocupada por estudantes contrários à reestruturação do sistema educacional estadual, que previa o fechamento de escolas e o remanejamento de alunos e professores. Como vê o momento atual da política brasileira?

Muito triste e preocupante. Acompanho estupefata as notícias, e a coisa é completamente absurda, é difícil entender como não há mobilizações efetivas, gente nas ruas, etc. Parece que a democracia foi tão golpeada e a Justiça anda tão desacreditada que a sensação é que estão todos anestesiados. Mas precisamos sair desse torpor e botar a mão na massa, pois mudanças importantes estão sendo feitas.


Desde março, você está semanalmente à frente do programa Saia Justa, no canal fechado GNT, ao lado das atrizes Taís Araújo e Mônica Martelli e da jornalista Astrid Fontenelle. Como tem sido essa experiência como apresentadora?

Eu estou adorando. Além de curtir muito esse formato de programa, que propõe a reflexão e a troca de ideias, também tenho aprendido muito. A cada semana são três temas diferentes, e isso me obriga a estudar, a pesquisar, a ler mais. É ótimo.


Sua relação com os fãs sempre foi sincera. Na sessão “Boteco” do seu site, costumava conversar com eles sobre diversos assuntos. Como manter uma relação íntima sem perder a privacidade?

Estabelecendo limites. Deixando claro até onde se pode ir, até onde é saudável. Prezo muito a comunicação sincera e tenho horror a demagogia. É muito fácil se aproveitar desse amor e ser paternalista. Vejo muito artista fazendo isso, mas eu não acho justo e prefiro estimular relações mais calcadas no afeto transparente.


Ainda sobre comunicação, o que acha de movimentos feministas mais radicais, que não consideram mulheres trans ou não dialogam com os homens, por exemplo?

Acho que todas as linhas de pensamento dentro do feminismo merecem respeito e têm seus motivos, mas, particularmente, acho que isso não funciona e não nos leva a nenhum avanço real. Penso que se relacionar com os outros gêneros é importante, assim como entender a interseção entre eles e a variedade de recortes que existem dentro do feminismo. As questões não são as mesmas para mulheres brancas, negras, lésbicas, héteros, ricas, pobres, trans. Eu penso num feminismo que olha para esses recortes e que dialoga com o masculino, afinal eles são quase a metade da sociedade, e o que precisamos é viver juntos e bem. Envolver os homens na questão feminista para mim significa que eles devem escutar, aprender, desenvolver empatia. Protagonizar não. Até porque não faz o menor sentido.


Em Desconstruindo Amélia, do álbum Chiaroscuro, fica clara a sua crítica aos papéis que foram impostos culturalmente às mulheres. Você acredita que, apenas por ser mulher, o seu som é consequentemente mais engajado?

Acho que não necessariamente. Vejo engajamento de muitas formas em muitas pessoas, mulheres e homens. Especificamente no meu caso, não tinha como ser diferente, sendo fruto de onde venho, com a bagagem que tive de vivência. O conflito de ser quem eu era numa cidade como Salvador tem muito a ver com esse discurso e essa vontade de querer subverter padrões. A coisa de abrir espaço para realizar desejos artísticos, pessoais, subjetivos mesmo. No meu caso também acresce a questão de ser mulher, porque foi e é uma luta dupla.



Fonte:atarde.uol.com.br
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Rita Lee: "Aprendi mais com os insucessos do que com os êxitos"

Referência incontornável da música brasileira do último meio século, Rita Lee conta as incidências de uma vida e uma carreira invulgarmente preenchidas em "Uma autobiografia", já disponível em Portugal. Ao JN, a artista tece críticas severas ao meio musical dos nossos dias.
Nos livros como na música, Rita Lee pouco deixa por dizer. Direta e mordaz, a grande estrela da música brasileira revisita a sua vida e carreira em "Uma autobiografia", livro que se encontra há dezenas de semanas consecutivas na lista dos mais vendidos no Brasil.
Nesta entrevista concedida por email - Rita Lee tem pavor a andar de avião e não veio a Portugal assistir ao lançamento do seu livro -, zurze o meio artístico de hoje e garante que, mesmo sob a capa de "uma velhinha fofa", continua "a viver em transgressão"


O seu livro tem sido muito elogiado pela franqueza, pouco habitual em obras do género. Pouco ficou por contar da sua vida?

É uma "bio" impressionista onde conto factos que vivi do meu ponto de vista. Depois de escrever, até achei a minha vida um tanto desinteressante...


Esse exercício retrospetivo que teve que fazer foi doloroso?

Foi a minha melhor terapia. À medida que escrevia, os factos sombrios da vida foram exorcizados e os bons comemorados. Faltou contar muitos casos, mas o livro ficaria com mais de 500 páginas.


Agrada-lhe a ideia de o livro poder ser lido como uma História alternativa do Brasil das últimas décadas, devido às referências sociais, culturais e políticas?

A sua visão é generosa por considerar a "bio" como um livro "histórico"... Agradeço.


O que achou do prefácio do Rui Reininho?

Ele se mostrou um tropicalista nato!


O Rui Reininho define a sua "louca vida louca" em cinco palavras: "lúcida, luxuriante, latina, léxica, linda"... É uma boa aproximação?

Reininho me valorizou mais do que mereço, o texto dele me fez inflar o ego.


Escreve no livro que "não é tarde para ser o que eu deveria ter sido". Mesmo com uma vida tão rica, tem sonhos por cumprir?

"I"m very happy but still can"t get no satisfaction", sabe, assim?


Não é saudosista, mas diz ter nascido na era de ouro do pós-guerra. O que lhe desagrada neste tempo atual?

A raça humana anda meio histérica e infantilizada.


Ser estrela rock hoje é comparável com o que era nos anos 60?

Naquela época, antes da internet, havia uma aura mística em cada artista. Hoje, há guetos de fãs clonados regidos por artistas fabricados em série.


Hoje, como escreve, a "mutante virou meditante". Essa capacidade reflexiva faz com que veja o mundo de forma diferente?

Ficar velha é meio tenso, "hay que tener" uma certa dose de sarcasmo e também de leveza para observar o nosso admirável mundo novo.

O que é que a Rita Lee da juventude acharia da Rita Lee de hoje?

Uma velhinha fofa.


No livro, fala mais dos seus insucessos do que êxitos. Foi por modéstia que o fez?

Aprendi muito mais com os meus insucessos do que com os meus êxitos. A minha autocrítica sempre foi cruel demais para que eu ficasse deslumbradinha comigo mesma.


O seu livro encontra-se há dezenas de semanas na liderança nas tabelas de vendas. Estava à espera de tamanha recetividade?

Nem imaginava que a minha vida besta fosse cair nas graças do povo.


Este carinho todo pode ditar um regresso aos palcos ou discos?

Estou feliz com minha vida de aposentada dos palcos. Talvez, se a minha preguiça permitir, possa até pensar em gravar um disquinho novo, pois nunca parei de compor.


Como é que a comunidade artística tem lido o livro?

Para minha surpresa, recebi mensagens de amor de vários colegas que adoraram o livro. Fofos.

O êxito do livro pode fazer com que a sua música chegue ainda mais às novas gerações?

Não faço a menor ideia.


Diz que o pior inimigo da criatividade é o bom senso. Nesse sentido, criar é transgredir?

Hoje, transgressão no meio artístico significa aderir a uma putaria pouco subtil. A mulher misteriosa deu lugar à mulher liquidificador.


É curioso que tenha decidido intitular o livro de "uma autobiografia" em vez de simplesmente "autobiografia". Significa que esta é apenas uma versão possível da sua história?

Não pensei nessa possibilidade, é apenas uma autobiografia escrita de próprio punho e não por um 'ghostwriter'.


Hoje, onde é que encontra a felicidade alguém que fez tanta gente feliz e, além disso, "fui feliz e sabia"?

Pela primeira vez na vida exerço a transgressão de ser apenas uma dona de casa que no momento finaliza um novo livro de contos.




Fonte:jn.pt
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"Não quero que homem pague minha conta, quero salário igual", diz Pitty

Taís Araújo, Pitty, Mônica Martelli e Astrid Fontenelle debateram a cobrança diferenciada de entrada para mulheres nas baladas no "Saia Justa" desta quarta-feira (12). Elas veem a questão como machismo, já que, pagando mais barato ou entrando de graça, a mulher acaba usada pelos estabelecimentos como "isca" para atrair os homens.
"Se a mulher pode beber de graça na balada, aumenta a vulnerabilidade dela. Ela bebe e fica vulnerável. Se não for um machismo claro, não sei o que é", disse Taís. "Para a minha geração, sempre foi natural as casas noturnas cobrarem menos para as mulheres. Sempre paguei meia e nunca questionei, era uma coisa normal, é importante falar sobre esse machismo entranhado", refletiu Mônica.

"Até para a gente que debate muito o feminismo, é importante também para entendermos o que é cavalheirismo, gentileza e machismo. A gente precisa reconstruir os conceitos com que fomos criadas", continua Taís. "Sou de uma geração que admira os homens que abrem a porta, puxa a cadeira. Mas só é cavalheirismo se é feito com outras pessoas. Se [o homem] faz só para você, você é objeto de desejo dele", completa a atriz de "Os Homens São de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou".

"Não quero que um homem pague minha conta, quero um salário igual para que eu possa pagar meu jantar, minhas baladas. Não tem como discutir sem falar da igualdade salarial", disparou Pitty. Astrid lembrou que nem todas as mulheres se sentem ofendidas por pagar menos nas casas noturnas ou virar o centro das atenções. "Muita menina gosta de fazer papel de isca", disse a apresentadora, acalorando a discussão.

"A gente não pode esquecer que algumas mulheres querem ser desejadas. A mulher cresce ouvindo que precisa de marido rico e acaba entrando nessa onda perniciosa", afirmou a roqueira baiana. Martelli concorda: "A mulher é muito incentivada desde pequena a ser objeto de desejo, até com as roupinhas pequenininhas".

Fonte:tvefamosos.uol.com.br
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Conheçam a banda Sacrificed!

Atualmente uma das principais bandas do cenário underground mineiro, a banda Sacrificed, tem em seu currículo um álbum em estúdio lançado o “The Path of Reflections”. Desde 2006 na ativa, com uma série de shows por cidades como Franca, Rio Claro, Alfenas, São João Del Rei, Catanduva, Barbacena, Grande BH, Lagoa Santa e Sete Lagoas, já compartilhou o palco com grandes nomes do cenário nacional (Claustrofobia, Shadowside, Bruno Sutter) e internacional (Kamelot, Eluveitie, The Agonist, Blaze Bayley e Lacuna Coil), no momento em processo de gravação do seu segundo álbum.

Membros da banda:
Kell Hell - Vocals
Diego Oliveira - Guitar
Ronan Lopes - Guitar
Thales Piassi - Drums
Gabriel Fernando - Bass

Contato:

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